Como se Prevenir do Câncer de Ovário

Como se Prevenir do Câncer de Ovário

Prevenção ao Câncer de OvárioA maioria das mulheres tem um ou mais fatores de risco para câncer de ovário, mas os fatores mais comuns apenas aumentam ligeiramente o risco, de modo que só em parte explica a frequência da doença. Até o momento, o que se sabe sobre os fatores de risco não se traduziu em formas práticas para prevenir a maioria dos casos de câncer de ovário.

Existem várias maneiras para reduzir o risco de carcinoma epitelial de ovário, mas muito pouco se sabe sobre como reduzir o risco do carcinoma de células germinativas e tumores estromais do ovário. É importante saber que algumas destas estratégias reduzem apenas ligeiramente o risco, enquanto outras podem diminuí-lo um pouco mais. Algumas estratégias são facilmente seguidas, e outras requerem cirurgia.

Contraceptivos Orais

O uso de pílulas anticoncepcionais diminui o risco de câncer de ovário. As mulheres que fizeram uso por 5 anos ou mais têm um risco diminuído em 50% em comparação com mulheres que nunca usaram contraceptivos orais. Ainda assim, as pílulas anticoncepcionais têm alguns riscos e efeitos colaterais. As mulheres que consideram a administração destes medicamentos, por qualquer motivo, deve discutir os possíveis riscos e benefícios com seu médico.

Cirurgia Ginecológica

Tanto a laqueadura tubária como a histerectomia podem reduzir a chance de desenvolver câncer de ovário, mas essas cirurgias só devem ser feitas por razões médicas. Se você precisar fazer uma histerectomia por razões médicas e tem um forte histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, deve considerar a retirada dos ovários e das trompas de Falópio, (salpingo-ooforectomia bilateral), como parte desse procedimento. Mesmo que a mulher não tenha um risco aumentado de câncer de ovário, alguns médicos recomendam a retirada dos ovários junto com o útero se a mulher já teve ou está perto da menopausa. Se você tem mais de 40 anos e vai fazer uma histerectomia, discuta a possibilidade de remoção dos ovários com seu médico.

Estratégias de Prevenção para as Mulheres com Histórico Familiar

O aconselhamento genético pode determinar se uma mulher tem mutações genéticas associadas com o aumento do risco de câncer de ovário. Se o seu histórico familiar sugere que você possa ter uma dessas mutações, o teste genético deve ser considerado.

Antes de fazer os testes genéticos, você deve discutir as potenciais vantagens e desvantagens com seu médico. Os testes genéticos determinam se você ou outros membros de sua família tem certas mutações genéticas que aumentam o risco de câncer de ovário. Ainda assim, os resultados nem sempre são claros, e um geneticista pode interpretar o que os resultados significam para você.

Para algumas mulheres com forte histórico familiar de câncer de ovário, saber que elas não têm uma mutação que aumenta o risco de câncer de ovário pode ser um grande alívio para elas própria e suas filhas.

Os contraceptivos orais também parecem reduzir o risco para mulheres com mutações BRCA1 e BRCA2, mas podem aumentar o risco de câncer de mama em mulheres sem estas mutações. É muito importante mencionar que a relação entre uso de anticoncepcionais orais e câncer de mama não é clara e são necessários mais estudos. Por isso sempre converse com seu médico ele será quem definirá baseado no seu histórico o que é mais conveniente para seu caso.

Tampouco está clara se a laqueadura reduz efetivamente o risco de câncer de ovário em mulheres que têm mutação no BRCA1 ou BRCA2. Por enquanto, existe apenas uma concordância de que a remoção de ambos os ovários e trompas de Falópio protege as mulheres com mutações BRCA1 ou BRCA2 contra o câncer de ovário.

Quando os ovários são removidos para prevenir o câncer de ovário, a cirurgia é chamada profilática. Geralmente, a ooforectomia é recomendada apenas para pacientes de alto risco. Esta cirurgia reduz o risco de câncer de ovário, mas não elimina totalmente a probabilidade de doença. Isso porque algumas mulheres que têm um alto risco de câncer de ovário já têm um câncer no momento da cirurgia. Estes cânceres podem ser tão pequenos que só são encontrados quando os ovários e trompas de Falópio são analisados sob o microscópio (após remoção). Além disso, as mulheres com BRCA1 ou BRCA2 têm um risco aumentado de carcinoma peritoneal. Embora o risco seja baixo, esse tipo de câncer pode ainda se desenvolver após a remoção dos ovários.

O risco de câncer nas trompas de Falópio também é maior em mulheres com mutações BRCA1 ou BRCA2. Em função disso, é recomendado que mulheres com alto risco de câncer de ovário que precisam remover os ovários já complementem a cirurgia com a remoção das trompas.

Algumas pesquisas já mostraram que mulheres na pré-menopausa que apresentam mutações do gene BRCA e tiveram seus ovários removidos têm uma redução de 85% a 95% do risco para câncer de ovário, e de 50% a 60% para o câncer de mama.

fonte: oncoguia.com.br