Pré-natal completo: os exames que as gestantes precisam fazer ao longo da gravidez

Digital composition of female doctor standing with her arms crossed against medical background

Pré-natal completo: os exames que as gestantes precisam fazer ao longo da gravidez

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Exames obrigatórios e exames especiais

Confira, fase a fase, os exames a que toda gestante deve se submeter e o que eles apontam para o médico. Lembre-se, porém, de que cada gravidez é uma situação única, com muitas variáveis, o que pode determinar a realização de exames especiais ou de outros testes não listados aqui. Existem casos particulares, que devem ser tratados de maneira diferenciada.

Assim que iniciado o pré-natal
Sangue
Determinar o tipo sanguíneo da gestante (importante para outras providências, caso o fator Rh seja negativo), dosar hormônios e anticorpos da tireoide, detectar possíveis infecções (como sífilis, HIV, hepatites A, B e C), verificar se a gestante não tem anemia, dosar os níveis de açúcar no sangue e definir se a paciente corre ou não o risco de contrair doenças como rubéola, citomegalovirose e toxoplasmose. Também é feita uma pesquisa de trombofilias congênitas, essencial para prevenir o trabalho de parto prematuro e alertar para doenças hipertensivas da gestação, como pré-eclâmpsia e help síndrome, que podem causar óbito fetal. A critério do médico, o exame de sangue pode ser repetido várias vezes ao longo da gestação, mas deve ser solicitado, no mínimo, uma vez a cada trimestre.

Urina
Detectar uma eventual infecção urinária e a presença de proteínas que podem indicar tendência a desenvolver pré-eclâmpsia. Útil também no acompanhamento de gestantes diabéticas.

Fezes
Investigar a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, anemia.

Entre 5ª e a 8ª semana de gestação
Ultrassonografia intravaginal
Visualizar o embrião e o saco gestacional, calcular o tempo de gravidez e a data provável do parto. Normalmente, se realizado após a sexta semana, possibilita ainda ouvir os batimentos cardíacos do embrião.

Entre a 11ª e a 14ª semana de gestação
Ultrassonografia da transluscência nucal
O principal objetivo desse exame é a medicação da espessura de um fluido entre a pela e a gordura da nuca do bebê. O resultado aponta uma menor ou maior chance de haver anomalias, sendo a principal delas a Síndrome de Down. Nesse mesmo exame, verifica-se uma eventual ausência do osso nasal, que pode ser também um indício de alteração cromossômica. Outras finalidades são: medir o bebê, atestar sua vitalidade pela ausculta dos batimentos cardíacos e observar o ducto venoso, um vaso que pode dar aos médicos sinais de possíveis problemas cardíacos. Se o exame apontar a possibilidade de alguma alteração cromossômica no feto, o médico deverá solicitar exames complementares.

Entre a 20ª e a 22ª semana de gestação
Ultrassonografia morfológica
Além de medir o feto e estimar seu peso, esse exame analisa os órgãos do bebê, que, a essa altura, já se encontram formados. Na maioria dos casos, é possível visualizar o sexo da criança. Se o aparelho usado for de tecnologia 3D ou 4D, consegue-se até mesmo observar seus traços faciais.

Entre a 24ª e a 28ª semana de gestação
Triagem de diabetes gestacional
Verificar se a paciente desenvolveu diabetes gestacional, uma doença que requer cuidados especiais e possível antecipação do parto. O exame é conhecido como curva de tolerância glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose. No laboratório, a gestante bebe um copo de glicose e depois é submetida a algumas coletas de sangue para análise.

Entre a 34ª e a 37ª semana de gestação
Triagem de estreptococo beta-hemolítico
Trata-se da análise laboratorial de uma amostra de secreção vaginal e outra do reto para rastreio de uma eventual infecção causada pela bactéria estreptococo do grupo B, que pode ser passada para o bebê durante o nascimento e provocar até a morte do recém-nascido. O tratamento, para os casos positivos, consiste na administração de antibióticos para a gestante no dia do parto.

Ultrassonografia do terceiro semestre
Esse exame é importante para acompanhar o tamanho, o peso e a posição do feto. Ele também avalia a maturidade da placenta e a quantidade de líquido aminiótico. Pode ser realizado com tecnologia Doppler, um recurso que facilita a detecção de problemas na gestação. O número de ultrassonografias no último trimestre de gravidez depende das necessidades de cada paciente e da conduta particular do médico, portanto, esse exame poderá ocorrer mais de uma vez.

Exames especiais
Alteração no resultado de um dos exames comuns do pré-natal (citados acima), gravidez após os 35 anos, gestantes com doenças prévias (como lúpus, câncer, doenças do colágeno etc.), grávidas com diabetes ou hipertensão, histórico de doenças hereditárias na família e gestação de múltiplos. Essas são algumas das situações consideradas de risco pelos médicos e que levam à necessidade de um pré-natal ainda mais cuidadoso tanto em relação à frequência de consultas quanto à realização de exames específicos. Conheça alguns dos testes adicionais, que podem ser solicitados, se a paciente necessitar de uma assistência intensiva:

Teste de Coombs

Quando o fator Rh da mãe é negativo e o do pai positivo, a mulher deve solicitar esse teste, feito por exame de sangue. Ele revela se houve contato entre o sangue materno e o do bebê para que seja iniciado o tratamento antes que o feto se prejudique. Isso porque a incompatibilidade sanguínea pode levar à eritroblastose fetal, quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode levar à morte, Realizado mensalmente, em jejum de três horas.

Biópsia do vilo corial (11ª a 14ª semana):

Solicitada normalmente quando existe a suspeita de alterações cromossômicas no feto. A dúvida pode surgir, por exemplo, após o exame de ultrassonografia de translucência nucal. O procedimento consiste na análise de uma amostra da placenta, coletada por uma agulha, que é inserida através do abdômen da gestante. O exame apresenta um risco pequeno de provocar aborto.

Amniocentese (a partir da 13ª semana):

Semelhante à biópsia do vilo corial, também objetiva a constatação de anormalidades genéticas no feto. Nesse exame, porém, a amostra analisada é do líquido amniótico, que envolve o bebê. Assim como no exame anterior, existe o perigo de causar um aborto.

Ultrassonografia transvaginal (a partir da 12ª semana):

Indicada quando a gestação tem alto risco de prematuridade, como no caso de gêmeos, tem como finalidade checar as condições do colo do útero. Se houver probabilidade de ele se romper, o que pode levar ao parto prematuro, o médico avalia a possibilidade de realizar uma cerclagem uterina (cirurgia que costura o colo do útero para reforçar seu fechamento).

Fibronectina fetal (18ª à 24ª):

É uma análise da secreção vaginal para avaliar a chance de nascimento prematuro. Realizada em mulheres de alto risco para parto prematuro, como as que tiveram o problema em gestação anterior ou apresentam o encurtamento do colo uterino.

Ecocardiografia fetal (a partir da 28ª semana):

Com um aparelho de ultrassonografia, observa-se detalhadamente o funcionamento do coração do bebê. Esse exame vem sendo cada vez mais adotado pelos médicos como uma rotina, dentro do pré-natal, mesmo para pacientes de baixo risco. Entretanto, muitos obstetras ainda o requisitam apenas para situações específicas, em que a probabilidade de anomalias cardíacas no feto é maior. Alguns desses casos ocorrem se a mãe tem alguma malformação congênita do coração ou quando é constatada uma alteração cromossômica no feto.

Perfil biofísico fetal (após a 28ª semana)

Realizado por aparelho de ultrassom, esse exame é solicitado quando existe a suspeita de o desenvolvimento do bebê estar comprometido. Indicado nas gestações de alto risco, ele avalia movimentos respiratórios, movimentos dos membros, tônus muscular, reatividade da frequência cardíaca e volume do líquido amniótico.

bebe.com.br


Como são as etapas da Inseminação Artificial e as chances de sucesso.

etapas da inseminação artificial e as chances de sucessoHá registros de que tal prática já era utilizada no século XVIII, na Inglaterra – de forma bem menos rebuscada, se comparada à atualidade.

Essa técnica da reprodução assistida é utilizada, geralmente, por casais que têm dificuldades na concepção, como no caso de mulheres com alterações no muco vaginal, e homens que produzem espermatozoides com pouca mobilidade.
Para aumentar as chances de uma fertilização bem sucedida, costuma-se induzir a ovulação feminina por meio da utilização de determinados fármacos por cerca de dez dias, estimando a data e o horário mais propício para que seja feita tal introdução. Nesse mesmo dia, é recolhido o sêmen do companheiro.

Este material será tratado com a finalidade de selecionar espermatozoides mais resistentes e móveis, e promover sua capacitação – processo que ocorre naturalmente no muco cervical feminino, promovendo o amadurecimento desses gametas.

Após a capacitação, o sêmen será colocado em um substrato, facilitando o seu transporte no interior do corpo feminino. Depois, com a utilização de uma cânula, ele é introduzido no útero. Como é um procedimento simples, praticamente indolor, não é utilizada anestesia.

Tais etapas são “assistidas” por meio da ultrassonografia, o que permite que os procedimentos sejam acompanhados, sendo possível checar se está tudo dentro dos conformes.

Após a inseminação, a mulher deve permanecer deitada, em repouso, por aproximadamente meia hora; sendo depois liberada.

Em muitos casos, para aumentar a probabilidade de ocorrer a fecundação, ela é inseminada uma segunda vez, no dia seguinte, utilizando espermatozoides recolhidos no dia em questão.

É importante que ela, durante duas semanas, evite ter relações sexuais; e ficar de pé, ou sentada, por muito tempo. Além disso, não deve se esquecer de beber pelo menos um litro e meio de água por dia; e ter uma alimentação balanceada, feita em intervalos regulares.

Após esse período, deve ser feito o teste de gravidez, a fim de checar se a inseminação artificial teve êxito.

As chances de sucesso são de mais ou menos 15%. Considerando que as chances de uma relação sexual sem problemas são em torno de 18%, a estatística é otimista.
Importante:

– O médico é quem define o melhor método para ser adotado pela mulher ou casal, já que a sua viabilidade ou não dependerá de uma gama de fatores.

– Uma vez que, nesse método, é estimulada a ovulação feminina, pode haver o desenvolvimento de mais de um embrião, aumentando os riscos de uma gestação múltipla.
Curiosidade:

Em dias quentes, o calor e a luz natural estimulam a produção de gonatrofina e melatonina: hormônios que atuam nos órgãos reprodutores – por isso as mulheres tendem a se apresentar mais férteis nessa época do ano. Assim, alguns pesquisadores indicam tal momento como o mais propício para se recorrer à inseminação.

fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br


INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

InseminaçãoMuitas pessoas confundem inseminação artificial com fertilização “in vitro”, mas qual a diferença entre elas?

Na fertilização “in vitro”, o óvulo feminino é fecundado por espermatozoides fora do corpo da mulher, sendo, depois de fecundado, implantado no seu útero. Já na inseminação artificial, os espermatozoides são introduzidos no interior do útero da fêmea, a fim de fecundarem o óvulo, não sendo necessária a retirada dos óvulos do seu corpo.

Há dois tipos de inseminação artificial: a inseminação artificial intracervical(IC), em que o esperma é inserido no cérvix; e a inseminação artificial intrauterina (IU), em que o esperma é inserido no útero.

Na inseminação artificial intracervical, o esperma é injetado no cérvix através de uma seringa. Esse método reproduz a forma como o esperma é depositado pelo pênis, no cérvix, no momento da ejaculação. Na inseminação artificial intrauterina, os espermatozoides passam por um “tratamento”, no qual somente os que estão aptos a fertilizar permanecem. Feito isso, os espermatozoides são depositados diretamente no útero, após a fêmea passar por um tratamento que induz a ovulação.

A inseminação artificial intrauterina tem algumas vantagens sobre a inseminação artificial intracervical, porque nesse tipo de inseminação não é necessária a presença de muco cervical, importante para a migração dos espermatozoides até o óvulo. Outro fator vantajoso é que na inseminação artificial intrauterina, como os espermatozoides são inseridos além do colo do útero, aumentam-se as chances de fecundação, pois haverá um maior número de espermatozoides aptos na cavidade intrauterina.

Antes da realização de qualquer método de inseminação artificial, é preciso que haja uma estimulação ovariana na fêmea. Essa ovulação é induzida de forma controlada através de hormônios para evitar a hiperestimulação ovariana e consequente gravidez múltipla.

A taxa de sucesso da inseminação artificial fica em torno de 10% a 15% na inseminação artificial intracervical; e de 15% a 20% na inseminação artificial intrauterina, mas em ambos os casos é preciso levar em consideração outros fatores, como idade e saúde da receptora.
Por Paula Louredo
brasilescola.uol.com.br