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Como são as etapas da Inseminação Artificial e as chances de sucesso.

etapas da inseminação artificial e as chances de sucessoHá registros de que tal prática já era utilizada no século XVIII, na Inglaterra – de forma bem menos rebuscada, se comparada à atualidade.

Essa técnica da reprodução assistida é utilizada, geralmente, por casais que têm dificuldades na concepção, como no caso de mulheres com alterações no muco vaginal, e homens que produzem espermatozoides com pouca mobilidade.
Para aumentar as chances de uma fertilização bem sucedida, costuma-se induzir a ovulação feminina por meio da utilização de determinados fármacos por cerca de dez dias, estimando a data e o horário mais propício para que seja feita tal introdução. Nesse mesmo dia, é recolhido o sêmen do companheiro.

Este material será tratado com a finalidade de selecionar espermatozoides mais resistentes e móveis, e promover sua capacitação – processo que ocorre naturalmente no muco cervical feminino, promovendo o amadurecimento desses gametas.

Após a capacitação, o sêmen será colocado em um substrato, facilitando o seu transporte no interior do corpo feminino. Depois, com a utilização de uma cânula, ele é introduzido no útero. Como é um procedimento simples, praticamente indolor, não é utilizada anestesia.

Tais etapas são “assistidas” por meio da ultrassonografia, o que permite que os procedimentos sejam acompanhados, sendo possível checar se está tudo dentro dos conformes.

Após a inseminação, a mulher deve permanecer deitada, em repouso, por aproximadamente meia hora; sendo depois liberada.

Em muitos casos, para aumentar a probabilidade de ocorrer a fecundação, ela é inseminada uma segunda vez, no dia seguinte, utilizando espermatozoides recolhidos no dia em questão.

É importante que ela, durante duas semanas, evite ter relações sexuais; e ficar de pé, ou sentada, por muito tempo. Além disso, não deve se esquecer de beber pelo menos um litro e meio de água por dia; e ter uma alimentação balanceada, feita em intervalos regulares.

Após esse período, deve ser feito o teste de gravidez, a fim de checar se a inseminação artificial teve êxito.

As chances de sucesso são de mais ou menos 15%. Considerando que as chances de uma relação sexual sem problemas são em torno de 18%, a estatística é otimista.
Importante:

– O médico é quem define o melhor método para ser adotado pela mulher ou casal, já que a sua viabilidade ou não dependerá de uma gama de fatores.

– Uma vez que, nesse método, é estimulada a ovulação feminina, pode haver o desenvolvimento de mais de um embrião, aumentando os riscos de uma gestação múltipla.
Curiosidade:

Em dias quentes, o calor e a luz natural estimulam a produção de gonatrofina e melatonina: hormônios que atuam nos órgãos reprodutores – por isso as mulheres tendem a se apresentar mais férteis nessa época do ano. Assim, alguns pesquisadores indicam tal momento como o mais propício para se recorrer à inseminação.

fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br


Como se Prevenir do Câncer de Ovário

Prevenção ao Câncer de OvárioA maioria das mulheres tem um ou mais fatores de risco para câncer de ovário, mas os fatores mais comuns apenas aumentam ligeiramente o risco, de modo que só em parte explica a frequência da doença. Até o momento, o que se sabe sobre os fatores de risco não se traduziu em formas práticas para prevenir a maioria dos casos de câncer de ovário.

Existem várias maneiras para reduzir o risco de carcinoma epitelial de ovário, mas muito pouco se sabe sobre como reduzir o risco do carcinoma de células germinativas e tumores estromais do ovário. É importante saber que algumas destas estratégias reduzem apenas ligeiramente o risco, enquanto outras podem diminuí-lo um pouco mais. Algumas estratégias são facilmente seguidas, e outras requerem cirurgia.

Contraceptivos Orais

O uso de pílulas anticoncepcionais diminui o risco de câncer de ovário. As mulheres que fizeram uso por 5 anos ou mais têm um risco diminuído em 50% em comparação com mulheres que nunca usaram contraceptivos orais. Ainda assim, as pílulas anticoncepcionais têm alguns riscos e efeitos colaterais. As mulheres que consideram a administração destes medicamentos, por qualquer motivo, deve discutir os possíveis riscos e benefícios com seu médico.

Cirurgia Ginecológica

Tanto a laqueadura tubária como a histerectomia podem reduzir a chance de desenvolver câncer de ovário, mas essas cirurgias só devem ser feitas por razões médicas. Se você precisar fazer uma histerectomia por razões médicas e tem um forte histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, deve considerar a retirada dos ovários e das trompas de Falópio, (salpingo-ooforectomia bilateral), como parte desse procedimento. Mesmo que a mulher não tenha um risco aumentado de câncer de ovário, alguns médicos recomendam a retirada dos ovários junto com o útero se a mulher já teve ou está perto da menopausa. Se você tem mais de 40 anos e vai fazer uma histerectomia, discuta a possibilidade de remoção dos ovários com seu médico.

Estratégias de Prevenção para as Mulheres com Histórico Familiar

O aconselhamento genético pode determinar se uma mulher tem mutações genéticas associadas com o aumento do risco de câncer de ovário. Se o seu histórico familiar sugere que você possa ter uma dessas mutações, o teste genético deve ser considerado.

Antes de fazer os testes genéticos, você deve discutir as potenciais vantagens e desvantagens com seu médico. Os testes genéticos determinam se você ou outros membros de sua família tem certas mutações genéticas que aumentam o risco de câncer de ovário. Ainda assim, os resultados nem sempre são claros, e um geneticista pode interpretar o que os resultados significam para você.

Para algumas mulheres com forte histórico familiar de câncer de ovário, saber que elas não têm uma mutação que aumenta o risco de câncer de ovário pode ser um grande alívio para elas própria e suas filhas.

Os contraceptivos orais também parecem reduzir o risco para mulheres com mutações BRCA1 e BRCA2, mas podem aumentar o risco de câncer de mama em mulheres sem estas mutações. É muito importante mencionar que a relação entre uso de anticoncepcionais orais e câncer de mama não é clara e são necessários mais estudos. Por isso sempre converse com seu médico ele será quem definirá baseado no seu histórico o que é mais conveniente para seu caso.

Tampouco está clara se a laqueadura reduz efetivamente o risco de câncer de ovário em mulheres que têm mutação no BRCA1 ou BRCA2. Por enquanto, existe apenas uma concordância de que a remoção de ambos os ovários e trompas de Falópio protege as mulheres com mutações BRCA1 ou BRCA2 contra o câncer de ovário.

Quando os ovários são removidos para prevenir o câncer de ovário, a cirurgia é chamada profilática. Geralmente, a ooforectomia é recomendada apenas para pacientes de alto risco. Esta cirurgia reduz o risco de câncer de ovário, mas não elimina totalmente a probabilidade de doença. Isso porque algumas mulheres que têm um alto risco de câncer de ovário já têm um câncer no momento da cirurgia. Estes cânceres podem ser tão pequenos que só são encontrados quando os ovários e trompas de Falópio são analisados sob o microscópio (após remoção). Além disso, as mulheres com BRCA1 ou BRCA2 têm um risco aumentado de carcinoma peritoneal. Embora o risco seja baixo, esse tipo de câncer pode ainda se desenvolver após a remoção dos ovários.

O risco de câncer nas trompas de Falópio também é maior em mulheres com mutações BRCA1 ou BRCA2. Em função disso, é recomendado que mulheres com alto risco de câncer de ovário que precisam remover os ovários já complementem a cirurgia com a remoção das trompas.

Algumas pesquisas já mostraram que mulheres na pré-menopausa que apresentam mutações do gene BRCA e tiveram seus ovários removidos têm uma redução de 85% a 95% do risco para câncer de ovário, e de 50% a 60% para o câncer de mama.

fonte: oncoguia.com.br


Avanços nas técnicas de fertilização in vitro dobram chances de sucesso

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Fertilização in vitro aumenta no BrasilDesde o primeiro bebê de proveta, nos anos 80, custo do tratamento caiu pela metade

No fim de 2013, a advogada Neyla Fernandes estava quase perdendo as esperanças de ter um filho biológico. Diagnosticada pela primeira vez com problemas de saúde que dificultam a concepção natural em 1998, desde então ela já tinha recorrido seis vezes a tratamentos de reprodução assistida e se preparava para dar início ao que seria sua sétima e última tentativa numa nova clínica. Aos 43 anos, Neyla sabia que as chances de sucesso eram baixas. Mas, graças aos avanços nas práticas e técnicas de fertilização in vitro (FIV), em especial nos últimos anos, hoje ela e seu marido, o empresário Luiz Fernando da Costa Flores, se preparam para comemorar o primeiro aniversário de Samuel.

Desde o primeiro dos chamados bebês de proveta no Brasil — Anna Paula Caldeira, em 1984 — os métodos de reprodução assistida viram sua efetividade, isto é, gestações bem-sucedidas levadas a termo com o nascimento de crianças saudáveis, mais que dobrar, dependendo da idade da mulher, enquanto os custos dos procedimentos básicos caíram pela metade em dólares. Mas, para mães tardias como Neyla, os principais ganhos chegaram mais recentemente, como análises genéticas detalhadas dos embriões que asseguram uma maior viabilidade dos que são implantados. No caso da advogada, dos sete embriões gerados no último ciclo de tratamento, as análises mostraram que apenas um estava livre de defeitos, justamente o que resultou no Samuel.

— Desta vez, o grande diferencial foi mesmo o estudo detalhado dos embriões para escolher exatamente o melhor e mais saudável, já que alguns deles tinham algum tipo de síndrome. Nesses casos as gestações acabam em abortos espontâneos ou as crianças nascem com tantos problemas que logo morrem — conta Neyla. — Eu já estava perdendo as esperanças e não ia tentar mais, então resolvi fazer o estudo, pois com 43 anos não dá mais para contar só com a sorte.

Segundo a advogada, o gasto extra com a análise genética, cerca de R$ 4 mil, “valeu à pena”:

— Quando vi o coração dele batendo no ultrassom, já me senti mãe. Você esquece todo dinheiro gasto, cada tristeza dos tratamentos que não deram certo. Foi um milagre. É muita felicidade e um amor incondicional.

Segundo os especialistas, porém, Neyla ainda é um caso raro na área. Dados da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Rede Lara), da Autoridade para Fertilização Humana e Embriologia do Reino Unido (HFEA, na sigla em inglês) e da Sociedade para Tecnologias de Reprodução Assistida dos EUA (Sart, também na sigla em inglês) mostram um grande e abrupto declínio nas chances de sucesso dos procedimentos a partir de aproximadamente os 38 anos de idade. Ainda assim, os avanços foram expressivos nas últimas décadas. Por volta do início dos anos 1990, mesmo em mulheres mais jovens, com menos de 35 anos, só cerca de 20% dos ciclos de tratamento resultavam no nascimento de uma criança. Hoje, esta taxa alcança 45% ou mais, dependendo da clínica. Já entre as mães tardias como Neyla, as chances de sucesso, que ficavam abaixo de 1%, hoje chegam perto de 5%.

— No caso da Anna Paula Caldeira, tivemos que realizar uns 50 a 60 ciclos até o tratamento ser bem-sucedido — lembra Isaac Yadid, que participou da equipe responsável pelo nascimento do primeiro bebê de proveta brasileiro, cuja mãe, Ilza Caldeira, na época tinha 36 anos, e atualmente é diretor médico da Primordia Medicina Reprodutiva. — Fazíamos coisas que hoje, quando paramos para pensar, achamos uma loucura.

Entre as “loucuras” apontadas por Yadid estava a transferência de muitos embriões para o útero das futuras mães. Sem conhecimento sobre a viabilidade de cada um deles, os médicos tentavam desta forma aumentar as chances de que pelo menos um “vingasse”. Disso, porém, resultavam vários casos de gestações múltiplas, isto é, de gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos, o que, por sua vez, elevavam os riscos da gravidez para as mães e os bebês e a probabilidade de abortos espontâneos que levassem ao fracasso dos tratamentos. Hoje, a tendência é implantar o mínimo de embriões possível, o que novamente vai depender da idade da mulher. Para as mais novas, apenas um, enquanto para as mães mais tardias este número pode chegar a três.

— Todas evoluções que vimos nos últimos anos permitiram que tenhamos embriões de melhor qualidade para a implantação e saibamos quais são eles — conta Paulo Gallo, diretor médico da clínica Vida – Centro de Fertilidade e responsável pelo tratamento bem-sucedido de Neyla. — Com isso, aumentamos as taxas de gravidez com menos casos de gemelaridade ao mesmo tempo que melhoramos muito as chances das mulheres mais velhas que fazem o tratamento. Nelas, o diagnóstico genético pré-implantacional evita a transferência de embriões com problemas e, se o embrião se mostrar normal, a taxa de gravidez independe da idade dela e passa a ser igual à de mulheres mais jovens, por volta de 60%.

MÉDICOS ALERTAM SOBRE ADIAR A MATERNIDADE

Os especialistas, no entanto, temem que histórias de sucesso como as de Neyla reforcem a noção, errônea, de que se pode ficar adiando a maternidade na confiança de que os avanços nas técnicas de reprodução assistida garantirão uma gravidez bem-sucedida no futuro. Segundo eles, por mais que haja melhorias, não é possível “brigar com a natureza”, como definiu Marcio Coslovsky, também diretor médico da clínica Primordia. Ele explica que há uma queda vertiginosa na qualidade dos óvulos e, consequentemente, dos embriões deles gerados a partir dos 30 anos de vida da mulher.

— Sim, evoluímos muito nas últimas décadas, mas também vemos cada vez mais mulheres com 42, 44, 45 anos chegando à clínica em busca de ajuda para terem um filho — conta. — Elas têm tudo contra e querem que façamos algo, mas não dá para ficar brigando com a natureza.

Segundo Coslovsky, para evitar a frustração, e o prejuízo, de vários tratamentos sem resultado, a melhor saída é se planejar, congelando óvulos por volta dos 30 anos para uso posterior, já que, também graças aos avanços recentes, não há praticamente mais nenhuma diferença nas chances de sucesso das técnicas, quer se use um óvulo congelado ou um “fresco”. Opinião parecida tem Pedro Monteleone, coordenador-técnico do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo e diretor da Clínica Monteleone de Reprodução Humana:

— Após os 35 anos, a situação fica mais difícil. Podemos ajudar mulheres mais velhas, mas adiar a maternidade tem que ser reavaliado.

PREÇO SÓ NÃO CAIU MAIS POR CAUSA DA ALTA DO DÓLAR

Os avanços na área de reprodução assistida não se limitam a avaliações genéticas dos embriões e novos exames para evitar doenças e aumentar as chances de sucesso dos tratamentos. Mudanças nos equipamentos, ambiente e práticas de laboratório também contribuem para aumentar a taxa de bebês nascidos, assim como para reduzir os custos. Apesar disso, eles não são nada baratos, ainda mais com a alta do dólar. Isto, bem como o medo de contrair zika e correr o risco de ter um bebê com microcefalia, têm feito algumas mulheres adiarem os planos de engravidar.

Devido ao dólar nas alturas, nas clínicas particulares, cada ciclo costuma sair por, em média, R$ 15 mil. E o preço não costuma incluir drogas para estimular a ovulação, e os exames genéticos são pagos à parte. Já em ambientes acadêmicos, como no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, os tratamentos são subsidiados pelo Estado, mas a fila é longa e exclui mulheres que querem ser mães tardias.

— Quando comecei na área, há 20 anos, o custo de cada ciclo ficava entre US$ 5 mil e US$ 7 mil, mas hoje dá para fazer um tratamento por cerca de US$ 3 mil ou menos — diz Pedro Monteleone, coordenador-técnico do Centro de Reprodução Humana do HC-FMSP, que na sua clínica particular cobra R$ 20 mil por ciclo, incluindo a medicação, mais R$ 6 mil pelo diagnóstico genético, se indicado, dependendo do número de embriões avaliados. — Mas hoje podemos encontrar clínicas que oferecem tratamentos de reprodução assistida por R$ 10 mil. Ainda é caro, mas no passado não havia esta possibilidade de procurar preços mais baixos.

Outro especialistas, no entanto, destacam que muitos destes avanços demandam trocas de equipamentos nos laboratórios sujeitas a burocracia e altos impostos, e os medicamentos mais modernos e novos meios de cultura dos embriões também estão bem mais caros aqui devido à alta do dólar.

fonte: oglobo.globo.com


AVANÇOS DA MEDICINA – a evolução do ultrassom

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Artigo Evolução da MedicinaRaios X, ultrassom, agulha de insulina e bombinha para asma são alguns dos equipamentos e acessórios médicos que evoluíram com o avanço da tecnologia. O resultado, menos dor e mais qualidade de vida ao paciente

O filósofo e matemático grego Pitágoras já dizia que “a evolução é a lei da vida”. E a premissa vale especialmente para a área da medicina. Desde o seu princípio antibióticos, vacinas, anestesia, transplantes e exames vêm revolucionando a forma de prevenir, diagnosticar e tratar as doenças. O objetivo é sempre melhorar a qualidade de vida do paciente, com menos dor e mais bem-estar. Entre os aparelhos de uso popular, com evolução significava, os especialistas apontam os raios X, a agulha de insulina, o ultrassom e a bombinha para asma. “Através do primeiro aparelho de ultrassom, por exemplo, mal conseguíamos ver o feto e hoje, com a evolução, o bebê pode ser acompanhado em atividade dinâmica”, explica Francisco Mauad, ginecologista, obstetra e responsável pela área de obstetrícia e medicina fetal da Faculdade de Tecnologia em Saúde (FATESA – Ribeirão Preto-SP). Entenda quais as principais mudanças e como elas afetam seu tratamento.

Raios X

Mesmo com o avanço dos equipamentos por imagem, o exame de raios X ainda é o método mais empregado em todo o mundo. “Ele não tem a eficácia das tecnologias mais modernas, mas apresenta vantagens como baixo custo, alta disponibilidade, rápida e fácil execução, principalmente para avaliação das doenças torácicas e ortopédicas”, explica Marcelo Buarque Funari, gerente médico de imagem do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

O princípio do exame é o mesmo desde sua descoberta: “uma corrente de elétrons bombardeia um alvo de elevado número atômico, dentro de um tubo de vidro, gerando os raios X”, diz Funari. “O que mudou foi a potência elétrica e a eficiência. Dessa forma, o exame de raios X de uma mão que levava vários minutos, no século XIX. Agora dura milissegundos”, acrescenta. Entre todos esses avanços, houve ainda queda no tempo de exposição à radiaçãoe menor chance de ter de fazer um novo exame, caso ele sai “tremido”.

Agulha de insulina

O diabetes é uma doença provocada pela falta de insulina, que deixa de ser produzida no pâncreas. Para regular o nível de açúcar no sangue, o paciente precisa aplicar injeções diárias de medicamento. Em 1922, essa aplicação era feita no músculo com uma agulha de 12,7 mm de comprimento acoplada em uma seringa de vidro. “Após o uso, o material precisava ser fervido para ser reutilizado”, explica Wellington Nazaret, gerente de produto da área Diabetes Care, da BD. Somente em 1961 a seringa de plástico, descartada, foi implantada. O tamanho da agulha também ganhou adaptações. “Independentemente do local de aplicação a espessura máxima da peleé de 2.4 a 3 mm”, explica Nazaret. “Com isso, é possível aplicar a insulina através deuma agulha de 4 mm e cinco lapidações na ponta, diferente da anterior que possuía três. Esse tipo de tecnologia facilita a entrada e diminui a dor no paciente”, diz.

Ultrassom

O ultrassom é um equipamento médico indispensável em quase todas as especialidades médicas. O método é de baixo custo e pode ser repetido várias vezes. O primeiro a chegar ao Brasil datade 1973, no Recife. No ano seguinte, chegaram em São Paulo, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. Os aparelhos eram precários, e com baixa resolução. Hoje, permitem um exame quase macroscópico de um órgão. “Por meio de um sistema, o transdutor, emite ondas mecânicas que, processa imagens, como também afereas velocidades de fluxos nos vasos sanguíneos. Tal evolução permite estudos além de morfológicos, fisiológicos de sistemas e de órgãos”, explica Francisco Mauad, ginecologista e diretor da FATESA. “Muitas tecnologias estão sendo incorporadas, permitindo aultrassonografia, cada vez mais recursos no conhecimento da área da saúde”, finalizada Mauad.

Bombinha de asma

A asma é uma doença inflamatória crônica que afeta as vias aéreas inferiores; o tratamento da patologia é feito por medicamento via oral ou via inalatória, conforme indicação médica. Quanto aos inalatórios, eles se dividem entre broncodilatadores para controlar a asma e os antiinflamatórios para tratar o problema. David Leather, diretor médico da farmacêutica GSK, ressalta que a evolução das bombas para asma durante esses anos contribui para a facilidade de uso e bem-estar do paciente. As tecnologias de última geração aplicadas ao tratamento fazem com que o paciente use uma dose ao dia, com maior efetividade e menos efeitos adversos.


2016 e os avanços na medicina

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Artigo Avanços da MedicinaA pesquisa genética e a percepção de que cada paciente é um paciente.

O ano de 2016 não deixará muita saudade. No entanto, na área da pesquisa médica, os avanços foram muito interessantes e numerosos. Abriram horizontes infinitos para um desenvolvimento ainda maior na luta contra doenças graves.

1. Medicina personalizada: esta nova filosofia de abordagem a doenças e doentes foi dominante em 2016. Em todas as áreas das ciências da saúde, a adequação de estratégias no manejo dos pacientes foi reavaliada.

Por que tratamentos funcionam maravilhosamente bem em alguns pacientes e não têm nenhum efeito em outros? Seria possível moldar o tratamento da forma apropriada para cada indivíduo, baseado em informações genéticas ou moleculares específicas? Parece que sim.

No tratamento de câncer, isto está se tornando realidade. O perfil genético e molecular do tumor de cada paciente é estudado para tentar identificar alvos para tratamento direcionado ou traços do próprio paciente que possam modificar sua resposta a esta ou àquela droga.

Foi construída uma rede internacional que coleta informações genéticas de pacientes voluntários e disponibiliza essas informações para pesquisadores no mundo inteiro, debruçados sobre cada detalhe do DNA, avaliando cada gene, ou a combinação deles, como potencial fator de impacto na doença.

2. Criação acelerada de vacinas: infecções de proporções pandêmicas, afetando muitos países ou continentes, elevaram o nível de alerta das autoridades de saúde mundiais. Programas de desenvolvimento acelerado de vacina eficazes contra alguns vírus, como o ebola, ou bactérias, como a meningite B, elevaram a capacidade dos cientistas de encontrar, testar e estabelecer vacinas em tempo relativamente curto: seis meses.

Até recentemente, qualquer vacina levava mais de uma década para ficar pronta e liberada para uso em larga escala. A rápida imunização de populações inteiras ficou mais fácil na atualidade. O Instituto Butantan, em São Paulo, realiza, com muito êxito, projetos de desenvolvimento acelerado de vacinas para problemas endêmicos no Brasil, como a dengue.

O professor Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, anunciou a instalação de uma fábrica dedicada à produção da vacina tetravalente da dengue, já em 2017, e também capaz de desenvolver e fabricar vacinas contra o vírus da zica.

3. Genética contra bactérias multirresistentes: o uso disseminado, e por vezes indiscriminado, de antibióticos está selecionando e produzindo superbactérias resistentes a praticamente todos os antibióticos conhecidos.

Médicos intensivistas que tratam pacientes com infecções graves em unidades de terapia intensiva (UTI) se deparam frequentemente com infecções recorrentes e bactérias insensíveis às drogas habituais.

Estudos recentes introduziram novos métodos de pesquisa genética do DNA das bactérias que aceleram a identificação não somente do tipo de bactéria responsável pela infecção, como também características específicas desta ou daquela bactéria que a tornem sensível a um antibiótico.

Além de conscientizar os médicos a não prescreverem antibióticos para qualquer infecção, o DNA de novas microbactérias da tuberculose, mais resistentes aos tratamentos atuais, tem sido estudado com detalhes para estabelecer a melhor estratégia para seu tratamento.

Em pesquisas paralelas, cientistas estão aumentando a eficiência de antibióticos, através de acoplamento genético a fagos, vírus especiais que conseguem infectar bactérias letais e torná-las mais suscetíveis à ação dos antimicrobianos.

Que 2017 traga melhor saúde para todos e maior atenção de nossos governantes para injetarem recursos suficientes na pesquisa científica. Sem isso, temo ficarmos eternamente alocados ao último vagão do saber e da ciência mundial.

Fonte: cartacapital.com.br