Inseminação artificial tem risco?

Inseminação artificial tem risco?

Os dados do relatório mostram que os indicadores no Brasil têm se mantido estáveis e com padrões de qualidade comparáveis aos dados obtidos em outros países. Esses indicadores são utilizados pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias de estados e municípios para direcionar ações de inspeção sanitária nos bancos.

Uma das maiores preocupações em relação às clínicas de reprodução assistida é garantir a rastreabilidade de todo o processo, desde a retirada do óvulo até a implantação do embriões no útero da paciente. Esse controle é fundamental para se evitar a troca de embriões.

O risco de transmissão de doenças é pequeno, mas pode ocorrer principalmente se a clínica não fizer uma avaliação correta dos doadores de espermatozoides. Outro risco é a contaminação cruzada que pode ocorrer quando o material biológico de uma paciente entra em contado com outro material, de forma indevida.

O que faço para me proteger?
A primeira providência é verificar se a clínica está no relatório da Anvisa e se ela enviou os dados em 2016. Se a clínica que você procurou não informou dados em 2016 fique atento, isso significa que o serviço pode ter algum problema de organização interna e não conseguiu enviar os dados pelo sistema. O relatório traz dados atualizados até 10 de fevereiro deste ano.

Atenção! Se o nome da clínica que você procura não aparece na lista do relatório, procure a Vigilância Sanitária local para saber se o estabelecimento está em processo de regularização, você pode estar diante de uma clínica clandestina.

Entenda os números da reprodução assistida
O relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões é um documento de referência para a fiscalização das vigilâncias sanitárias, mas que também pode auxiliar as pessoas que vão passar por esse tipo de procedimento.

O principal número utilizado para analisar a qualidade dos serviços é a Taxa de Fertilização que indica o percentual de vezes em que a inseminação do espermatozoide no óvulo deu certo. No Brasil, a média da Taxa de Fertilização em 2016 ficou em 73%. Mesmo assim, o número não deve ser utilizado de forma isolada para comparação entre as clínicas, pois essa taxa também depende do perfil das pacientes e do número de ciclos realizados pelo serviço.

Inseminação artificial no Brasil em 2016
Brasil tem 160 serviços de reprodução assistida cadastrados. Desses, 141 mandaram informações sobre sua produção em 2016.


São Paulo é o estado com maior número de serviços (43), seguido por Minas Gerais (19), Paraná

(14) e Rio de Janeiro (12).
33.790 ciclos para produção de óvulos foram realizados.
67.292 embriões foram transferidos para o útero das pacientes.
55.381 embriões foram descartados.
83 embriões foram doados para pesquisa de células-tronco.
9 é a média de óvulos gerados por cada mulher que se submeteu ao procedimento no Brasil.

fonte: http://portal.anvisa.gov.br