AVANÇOS DA MEDICINA – a evolução do ultrassom

AVANÇOS DA MEDICINA – a evolução do ultrassom

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Artigo Evolução da MedicinaRaios X, ultrassom, agulha de insulina e bombinha para asma são alguns dos equipamentos e acessórios médicos que evoluíram com o avanço da tecnologia. O resultado, menos dor e mais qualidade de vida ao paciente

O filósofo e matemático grego Pitágoras já dizia que “a evolução é a lei da vida”. E a premissa vale especialmente para a área da medicina. Desde o seu princípio antibióticos, vacinas, anestesia, transplantes e exames vêm revolucionando a forma de prevenir, diagnosticar e tratar as doenças. O objetivo é sempre melhorar a qualidade de vida do paciente, com menos dor e mais bem-estar. Entre os aparelhos de uso popular, com evolução significava, os especialistas apontam os raios X, a agulha de insulina, o ultrassom e a bombinha para asma. “Através do primeiro aparelho de ultrassom, por exemplo, mal conseguíamos ver o feto e hoje, com a evolução, o bebê pode ser acompanhado em atividade dinâmica”, explica Francisco Mauad, ginecologista, obstetra e responsável pela área de obstetrícia e medicina fetal da Faculdade de Tecnologia em Saúde (FATESA – Ribeirão Preto-SP). Entenda quais as principais mudanças e como elas afetam seu tratamento.

Raios X

Mesmo com o avanço dos equipamentos por imagem, o exame de raios X ainda é o método mais empregado em todo o mundo. “Ele não tem a eficácia das tecnologias mais modernas, mas apresenta vantagens como baixo custo, alta disponibilidade, rápida e fácil execução, principalmente para avaliação das doenças torácicas e ortopédicas”, explica Marcelo Buarque Funari, gerente médico de imagem do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

O princípio do exame é o mesmo desde sua descoberta: “uma corrente de elétrons bombardeia um alvo de elevado número atômico, dentro de um tubo de vidro, gerando os raios X”, diz Funari. “O que mudou foi a potência elétrica e a eficiência. Dessa forma, o exame de raios X de uma mão que levava vários minutos, no século XIX. Agora dura milissegundos”, acrescenta. Entre todos esses avanços, houve ainda queda no tempo de exposição à radiaçãoe menor chance de ter de fazer um novo exame, caso ele sai “tremido”.

Agulha de insulina

O diabetes é uma doença provocada pela falta de insulina, que deixa de ser produzida no pâncreas. Para regular o nível de açúcar no sangue, o paciente precisa aplicar injeções diárias de medicamento. Em 1922, essa aplicação era feita no músculo com uma agulha de 12,7 mm de comprimento acoplada em uma seringa de vidro. “Após o uso, o material precisava ser fervido para ser reutilizado”, explica Wellington Nazaret, gerente de produto da área Diabetes Care, da BD. Somente em 1961 a seringa de plástico, descartada, foi implantada. O tamanho da agulha também ganhou adaptações. “Independentemente do local de aplicação a espessura máxima da peleé de 2.4 a 3 mm”, explica Nazaret. “Com isso, é possível aplicar a insulina através deuma agulha de 4 mm e cinco lapidações na ponta, diferente da anterior que possuía três. Esse tipo de tecnologia facilita a entrada e diminui a dor no paciente”, diz.

Ultrassom

O ultrassom é um equipamento médico indispensável em quase todas as especialidades médicas. O método é de baixo custo e pode ser repetido várias vezes. O primeiro a chegar ao Brasil datade 1973, no Recife. No ano seguinte, chegaram em São Paulo, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. Os aparelhos eram precários, e com baixa resolução. Hoje, permitem um exame quase macroscópico de um órgão. “Por meio de um sistema, o transdutor, emite ondas mecânicas que, processa imagens, como também afereas velocidades de fluxos nos vasos sanguíneos. Tal evolução permite estudos além de morfológicos, fisiológicos de sistemas e de órgãos”, explica Francisco Mauad, ginecologista e diretor da FATESA. “Muitas tecnologias estão sendo incorporadas, permitindo aultrassonografia, cada vez mais recursos no conhecimento da área da saúde”, finalizada Mauad.

Bombinha de asma

A asma é uma doença inflamatória crônica que afeta as vias aéreas inferiores; o tratamento da patologia é feito por medicamento via oral ou via inalatória, conforme indicação médica. Quanto aos inalatórios, eles se dividem entre broncodilatadores para controlar a asma e os antiinflamatórios para tratar o problema. David Leather, diretor médico da farmacêutica GSK, ressalta que a evolução das bombas para asma durante esses anos contribui para a facilidade de uso e bem-estar do paciente. As tecnologias de última geração aplicadas ao tratamento fazem com que o paciente use uma dose ao dia, com maior efetividade e menos efeitos adversos.